108 anos de Praxe, Cultura e Desporto
Remonta a 1899, ao Centenário da Sebenta, o início daquilo que hoje conhecemos como Queima das Fitas. Passados 108 anos, inúmeras diferenças se verificam, contudo, esta continua a ser grande explosão de alegria da academia coimbrã, algo por que todos ansiamos meses a fio e que vivemos com uma intensidade única. A Queima das Fitas envolve uma panóplia de eventos tradicionais, com décadas e décadas de história, eventos culturais e eventos desportivos, alguns organizados pela Comissão Central da Queima das Fitas, outros apoiados por esta mas organizados pelas secções e núcleos da Associação Académica de Coimbra. As actividades atrás referidas, aliadas a um espírito característico e inconfundível que só Coimbra consegue aglutinar, diferenciam a Queima das Fitas, enquanto “festa de secular tradição”, de qualquer outra festa académica do país, por isso mesmo o lema deste ano é “108 anos de Praxe, Cultura e Desporto”, não pelo facto de ser um número que mereça expressamente uma comemoração, mas sim para que todos sintam o peso da tradição, para que aquilo que nos caracteriza não caia em esquecimento, para que continuemos a ser ímpares naquilo que fazemos.
O cariz solidário, inscrito na matriz ideológica da Associação Académica de Coimbra, terá também expressão na Queima das Fitas deste ano, através de campanhas e actividades de apoio a instituições de solidariedade social. Todavia, não descuraremos as “Noites do Parque”, que continuarão a alegrar todos os estudantes de Coimbra, toda a cidade e todos aqueles que nesta época do ano nos visitam.
A Queima das Fitas 2007 terá assim uma variedade de eventos culturais, desportivos e de solidariedade social em que pretendemos que todos se envolvam e participem, bem como a realização dos eventos tradicionais, Benção das Pastas, Récita dos Quintanistas, Serenata Monumental, Sarau, Baile de Gala, Garraiada, Venda da Pasta, Verbena, Cortejo dos Quartanistas, Chá das Cinco e Chá Dançante, em que apelamos à participação de todos, para que as tradições não se percam e para que os estudantes de Coimbra mostrem a toda a sociedade civil que muitas das críticas de que são alvo são infundadas, que quem vive esta cidade intensamente sente, verdadeiramente, que ela “tem mais encanto, na hora da despedida…”
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