Pela primeira vez os quintanistas de todas as faculdades celebraram em pleno a festa da Queima das Fitas, para além de se ter dado um passo importante para a sua sedimentação, a cada ano surgiam elementos novos a todos os níveis enriquecedores:
o Baile de Gala das Faculdades em 1933.
Com repercussão enorme a nível nacional, a Queima das Fitas rapidamente ultrapassa fronteiras, atingindo níveis nunca antes alcançados por qualquer outra organização do género.
Entretanto, das crises estudantis de 1969, resultou o decreto de luto académico que culminou com a não realização da Queima das Fitas desse ano.
Em 1972 alguns quartanistas, em plena rebeldia ao luto académico, tentaram e realizaram alguns actos comemorativos, mas todos debaixo de telha. Houve cartaz e selo, mas não houve cortejo.
Com a revolução de Abril de 1974, os conflitos pareciam ter perdido razão de existir com o término do regime vigente desde Maio de 1926. No entanto, posições radicais deram origem a confusões, ficando gerações sucessivas de estudantes privados de expandirem os seus anseios, especialmente consubstanciados na sua festa académica que tudo parecia indicar que não se voltaria a realizar.Mas tal não se verificou e, após um interregno de onze anos, a “QUEIMA DAS FITAS - festa de secular tradição", voltou a realizar-se em 1980, um ano depois da realização da Semana Académica, iniciativa da direcção-geral da A.A.C., que funcionou como uma sondagem à academia e à população da cidade. A franca adesão e o entusiasmo verificado vieram a comprovar que todos ansiavam pelo retomo da Queima das Fitas, pois esta manifestação de alegria estudantil faz parte integrante das tradições de uma academia que foi ímpar e tenciona continuar a sê-lo. E, fazendo as tradições parte do património cultural das regiões onde se enraízam, toma-se prioritário fazê-las reviver em cada ano e proporcionar a oportunidade aos estudantes e população de confraternizarem salutarmente.” (de Sofia P.N.Rosário in Queima das Fitas/Centenário A.A.C.)
A Queima das Fitas é a explosão delirante da Academia, consistindo para os Quartanistas, Fitados e Veteranos, na solenização da ultima jornada universitária, ou seja, o derradeiro trajecto de vivência coimbrã.
Actualmente na Queima há a emancipação dos caloiros, e o término da Praxe nesse ano lectivo; para os quintanistas representa o último acontecimento do seu percurso estudantil, o fim da caminhada irreverente de estudante.
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